Wilbur Schramm

PERFIL BIOGRÁFICO

Wilbur Schramm cresceu na cidade de Marietta. Em 1928recebeu seu diploma de Bacharel, logo conseguiu o mestrado em Civilização Americana, na Universidade Harvard no ano de 1930. Dois anos depois Schramm consegiu seu doutorado em Inglês na Universidade de Iowa. No ano de 1934 como um pós-bolseiro ele fundou e dirigiu o Iowa Writer’s Workshop um famoso programa de graduação ficção-escrita.
O ápice de sua carreira foi durante a Segunda Guerra Mundial com o desenvolvimento da comunicação investigativa para os Estados Unidos. Mostrando o seu espírito patriota, durante o Governo de Washington, Schramm dirigiu o Instituto de Acompanhamento de Fatos e Números, agência a serviço da Guerra, que posteriormente recebeu o nome de EUA Information Agency.
Em 1943, Schramm criou o primeiro doutorado em comunicação na Universidade de Iowa. Na época ele dirigia a escola de Jornalismo desta universidade.
De 1947 a 1953 sua visão de estudo sobre comunicação foi completada na Universidade de Illinois. Aqui ele atuou como diretor do Instituto de Comunicação de Pesquisa e reitor da recém formada College of Communication. Também foi editor da University off Illinois Press, neste cargo ele publicou o livro Claude E. Shannan, teórico que deu direcionamento a sua teoria.
Na Universidade de Stanford foi diretor do Instituto para comunicação e investigação. Onde também atuou no campo de Comunicação Internacional.
Schramm morreu em 1987 deixando um livro incompleto de suas memórias sobre os primórdios do estudo da comunicação. Escreveu mais de 20 títulos, incluindo: Mass Communication (1949), Processos e Efeitos da comunicação de massa (1954).


MODELO TEORICO DE WILBUR SCHRAMM
Wilbur Schramm apresentou dois modelos de comunicação. O primeiro tinha como base o modelo de Shanon e Weaver,teóricos que mais valorizaram a estrutura técnica(morfologia e nitidez) comunicacional. Este novo modelo focava mais no bom desempenho da comunicação humana.
Schramm apresenta relação direta entre fonte e destino, e atribui a estes respectivamente as funções de codificação e descodificação.


Durante a comunicação o conhecimento ou “campo de experiências” (vivência, objetivos pessoais) interagem. Quando os indivíduos possuem vivências semelhantes aumenta a facilidade de comunicação. Por exemplo, um físico se comunicará melhor sobre física com outro físico do que com um leigo.


Schramm foi quem primeiro introduziu o conceito de feedback (realimentação). Seu segundo modelo contesta a teoria hipodérmica, pois fonte e destino podem funcionar tanto como codificadores quanto como descodificadores. As questões da significação juntamente com a noção de “campo de experiência” continuaram a ser exploradas. Através deste modelo foi possível perceber que a comunicação se dá de maneira interativa e não unilateral.



O modelo não traduz, porém deixou implícito que quando uma mensagem se emite, emitem-se várias outras. Como exemplo pode citar a comunicação interpessoal além da fala a expressão facial, vestuário, acessórios e etc. também emitem mensagens.

No modelo de Lasswell ele subentendeu haver feedback (realimentação), do destino a fonte. No entanto não mencionou nada sobre o campo experiencial fator que foi conseguido graças aos estudos de Schuramm.
Lazarsfeld também recebeu a contribuição deste teórico. Wilbur detectou em suas pesquisas que os formadores de opinião não ocupavam o topo da pirâmide de comunicação, como foi publicado no livro
THE PEOPLE’S CHOICE, pois estes na maioria das vezes recebiam informações de outros formadores de opinião. Assim introduziu-se outro modelo que foi chamado de”fluxo de comunicação em múltiplas etapas’’(multi-step). Este novo modelo foi importante porque mostrou que o processo de comunicação é mais complexo do que se imaginava.
O modelo trabalhado é classificado como circular, pois a qualidade da comunicação é tida tanto na figura do emissor quanto do receptor. Tal fator não se observou nos modelos lineares como o de Lasswell onde toda a responsabilidade é do emissor e a comunicação não é contemplada pelo feedback.



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