Ruídos

O emissor tenta transmitir a mensagem e o receptor deve estar apto a captá-la.

Mas a mensagem pode não ser transmitida com sucesso caso haja ruído (interferência de outrém).


O receptor se esforça para captar a mensagem e o emissor reforça o envio.
Então a mensagem é captada pelo receptor.

E o emissor conseguiu transmitir a mensagem.




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Reuniões

Luiz Carlos Gomes.

Daiane Bezerra, Mayra Fernanda e Ranilza Pires.


Larissa Nogueira e Daiane Bezerra.

Weslley Mendonça, Juliana Barros e Thamyres Sousa.





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Wilbur Schramm

PERFIL BIOGRÁFICO

Wilbur Schramm cresceu na cidade de Marietta. Em 1928recebeu seu diploma de Bacharel, logo conseguiu o mestrado em Civilização Americana, na Universidade Harvard no ano de 1930. Dois anos depois Schramm consegiu seu doutorado em Inglês na Universidade de Iowa. No ano de 1934 como um pós-bolseiro ele fundou e dirigiu o Iowa Writer’s Workshop um famoso programa de graduação ficção-escrita.
O ápice de sua carreira foi durante a Segunda Guerra Mundial com o desenvolvimento da comunicação investigativa para os Estados Unidos. Mostrando o seu espírito patriota, durante o Governo de Washington, Schramm dirigiu o Instituto de Acompanhamento de Fatos e Números, agência a serviço da Guerra, que posteriormente recebeu o nome de EUA Information Agency.
Em 1943, Schramm criou o primeiro doutorado em comunicação na Universidade de Iowa. Na época ele dirigia a escola de Jornalismo desta universidade.
De 1947 a 1953 sua visão de estudo sobre comunicação foi completada na Universidade de Illinois. Aqui ele atuou como diretor do Instituto de Comunicação de Pesquisa e reitor da recém formada College of Communication. Também foi editor da University off Illinois Press, neste cargo ele publicou o livro Claude E. Shannan, teórico que deu direcionamento a sua teoria.
Na Universidade de Stanford foi diretor do Instituto para comunicação e investigação. Onde também atuou no campo de Comunicação Internacional.
Schramm morreu em 1987 deixando um livro incompleto de suas memórias sobre os primórdios do estudo da comunicação. Escreveu mais de 20 títulos, incluindo: Mass Communication (1949), Processos e Efeitos da comunicação de massa (1954).


MODELO TEORICO DE WILBUR SCHRAMM
Wilbur Schramm apresentou dois modelos de comunicação. O primeiro tinha como base o modelo de Shanon e Weaver,teóricos que mais valorizaram a estrutura técnica(morfologia e nitidez) comunicacional. Este novo modelo focava mais no bom desempenho da comunicação humana.
Schramm apresenta relação direta entre fonte e destino, e atribui a estes respectivamente as funções de codificação e descodificação.


Durante a comunicação o conhecimento ou “campo de experiências” (vivência, objetivos pessoais) interagem. Quando os indivíduos possuem vivências semelhantes aumenta a facilidade de comunicação. Por exemplo, um físico se comunicará melhor sobre física com outro físico do que com um leigo.


Schramm foi quem primeiro introduziu o conceito de feedback (realimentação). Seu segundo modelo contesta a teoria hipodérmica, pois fonte e destino podem funcionar tanto como codificadores quanto como descodificadores. As questões da significação juntamente com a noção de “campo de experiência” continuaram a ser exploradas. Através deste modelo foi possível perceber que a comunicação se dá de maneira interativa e não unilateral.



O modelo não traduz, porém deixou implícito que quando uma mensagem se emite, emitem-se várias outras. Como exemplo pode citar a comunicação interpessoal além da fala a expressão facial, vestuário, acessórios e etc. também emitem mensagens.

No modelo de Lasswell ele subentendeu haver feedback (realimentação), do destino a fonte. No entanto não mencionou nada sobre o campo experiencial fator que foi conseguido graças aos estudos de Schuramm.
Lazarsfeld também recebeu a contribuição deste teórico. Wilbur detectou em suas pesquisas que os formadores de opinião não ocupavam o topo da pirâmide de comunicação, como foi publicado no livro
THE PEOPLE’S CHOICE, pois estes na maioria das vezes recebiam informações de outros formadores de opinião. Assim introduziu-se outro modelo que foi chamado de”fluxo de comunicação em múltiplas etapas’’(multi-step). Este novo modelo foi importante porque mostrou que o processo de comunicação é mais complexo do que se imaginava.
O modelo trabalhado é classificado como circular, pois a qualidade da comunicação é tida tanto na figura do emissor quanto do receptor. Tal fator não se observou nos modelos lineares como o de Lasswell onde toda a responsabilidade é do emissor e a comunicação não é contemplada pelo feedback.



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David King Berlo

David King Berlo nasceu em 1929, estudou na Universidade de Illinois, foi aluno de Wilbur Schramm, em 1960 Berlo publicou o modelo teórico dos ingredientes da comunicação que retomava o modelo aristotélico e o de Shanon. O modelo aristotelico consistia em que fala (emissor), discurso (mensagem) e a audiência (receptor). A maioria dos atuais modelos de comunicação são similares aos de Aristóteles, embora um tanto mais complexos um dos modelos contemporâneos mais usados foi elaborado em 1947 pelo matemático Claude Shanon e pelo engenheiro eletricista Warren Weaver.
Shanon e Weaver nem mesmo tratavam de comunicação humana, trabalhavam no Bell Telephone Laboratory e falavam de comunicação eletrônica. Há outros modelos do processo de comunicação desenvolvidos por Schramm, Westley, Mcluhan e outros. A comparação mostra grande similaridade entre eles.
Diferem em parte na terminologia, em parte na adição ou subtração de um ou dois elementos, em parte nas diferenças de pontos de vista as disciplinas de que emergiram.

Modelo dos Ingredientes da comunicação de David K. Berlo.
Podemos dizer que toda a comunicação humana tem alguma fonte (primeiro ingrediente), uma pessoa ou um grupo e pessoas com um objetivo, uma razão para empenhar-se em comunicação. Estabelecida uma origem, com ideias, necessidades, intenções, informações e um objetivo a comunica, torna-se necessário o segundo ingrediente. O objetivo da fonte tem de ser expresso em forma de mensagem. Na comunicação humana, a mensagem existe em forma física, a tradução de ideias, objetivos e intenções num código, num conjunto sistemático de símbolos.
Mas, de que forma os objetivos da fonte são traduzidos num código, numa linguagem? Isto requer o terceiro ingrediente: o codificador, responsável por pegar as idéias da fonte e pô-las num código, exprimindo o objetivo da fonte em forma mensagem. Na comunicação de pessoa para pessoa, a função codificadora é executada pelas habilidades da fonte, seu mecanismo vocal (que produz a palavra oral, gritos, notas musicais, etc.), o sistema muscular da mão (que produz a palavra escrita, desenhos, etc.), os sistemas musculares de outras partes do corpo (que produzem os gestos da face e dos braços, a postura, etc.).
Quando falamos sobre situações de comunicação mais complexas, é comum separarmos a fonte. Por exemplo: podemos considerar um gerente de vendas como fonte e os vendedores como codificadores, pessoas que produzem mensagens para o consumidor traduzindo as intenções ou objetivos do gerente.

Por ora, restringiremos o nosso modelo ao mínimo de complexidade. Temos a fonte de comunicação com um objetivo, e o codificador que traduz ou exprime este objetivo em forma de mensagem. Estamos prontos para o quarto ingrediente, o canal.
Podemos considerar os canais de varias maneiras. A teoria da comunicação apresenta pelo menos três significados para a palavra “canal”. Por ora, basta dizer que o canal é o intermediário, o condutor de mensagens. É certo dizer que as mensagens podem existir apenas em algum canal; entretanto, a escolha dos canais é muitas vezes fator importante na efetividade da comunicação.
Introduzimos já a fonte, o codificador, a mensagem e o canal se pararmos aqui, nenhuma comunicação terá ocorrido, pois para haver comunicação deve haver alguém na outra ponta do canal. Se temos um objetivo e codificamos a mensagem e a colocamos neste ou naquele canal, teremos feito apenas parte do trabalho. Se falamos alguém deve ouvir; quando escrevemos, alguém deve ler. A pessoa na outra extremidade do canal pode ser chamada de recebedor da comunicação, o alvo da comunicação.
As fontes e os recebedores de comunicação devem ser sistemas similares. Se não o forem, não pode haver comunicação. Podemos ir mais um passo além e dizer que a fonte e o recebedor podem ser (e o são, muitas vezes) a mesma pessoa; a fonte pode comunicar-se com ela própria, ouve o que ela mesma diz, lê o que ela mesmo escreve; ela pensa. Em termos psicológicos, a fonte pretende produzir um estimulo. O recebedor reage a esse estimulo se há comunicação; se não reagir é porque não houve comunicação.
Temos agora todos os ingredientes básicos da comunicação exceto um. Assim como a fonte precisa do codificador para traduzir os objetivos em forma de mensagem, para expressar seu objetivo num código, o recebedor precisa do decodificador para retraduzir, para decifrar a mensagem e pô-la em forma que possa usar. Dissemos que o decodificador como o conjunto de habilidades sensórias do recebedor. Em situações de comunicação de uma ou duas pessoas, o decodificador pode ser considerado como sendo os sentidos.
São estes, pois, os ingredientes que incluímos no estudo de um modelo do processo de comunicação:
a) A fonte da comunicação;
b) O codificador;
c) A mensagem;
d) O canal;
e) O decodificador;
f) O recebedor da comunicação.




Fonte:
BERLO. David K. O processo da comunicação: introdução à teoria e prática. Fundo de Cultura, Rio de Janeiro. 1972.


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Modelo Teórico-Matemático da Comunicação

Teóricos: Claude Shannon e Warren Weaver

Shannon e Weaver eram engenheiros da área de telecomunicações que trabalhavam para a Bell Telephone*.

*A companhia telefônica Bell foi fundada em julho de 1877 por Alexander Graham Bell, o inventor do telefone. No intuito de aperfeiçoar a invenção, a companhia desenvolvia pesquisas na área de telecomunicações. Segue link com propagandas da Bell Telephone na década de 60: http://www.classicrotaryphones.com/advertisements2.html





Nesta Teoria a palavra "informação" é usada em um sentido especial que não deve ser confundida com significado.
Eles apresentam o seu modelo teórico da informação em 1949, em forma de livro – “The Mathematycal Theory of Communication”.




Características da Teoria:
Esse modelo teórico foi considerado simples e de fácil compreensão. Apresenta as seguintes idéias:

· Foco do estudo: características morfológicas do sinal/mensagem e nitidez com que ocorre a transmissão;
· Valorização morfológica da comunicação. Fato compreensível, pois os engenheiros visavam solucionar problemas técnicos. O conteúdo da mensagem era irrelevante;
· A comunicação é vista como um processo pelo qual uma mente humana influi sobre a outra;
· A se comunica com B quando este corresponde às intenções de A, através de respostas comportamentais.


Esquema do modelo:



A mensagem:


Os teóricos pressupõem que as mensagens têm um sentido. Pois ao formular o que se quer dizer (codificar), deixando a mensagem mais clara, aumenta-se a probabilidade de entendimento do receptor.
A fonte saberá que sua mensagem foi assimilada pelo destinatário quando este apresentar mudança em seu comportamento; só assim, a aprendizagem estará concluída.
Inicialmente, esse modelo foi criado para estimar a quantidade de informação transmitida sem levar em conta o conteúdo e o sentido da mensagem. Mas o processo da comunicação não pode ser entendido como uma simples transferência de informação, pois trata-se de um desenvolvimento mental. A informação recebida é processada em meio a conhecimentos já pré-existentes no indivíduo. O comportamento produzido a partir dessa informação depende da capacidade de entendimento daqueles aos quais ela se destina.

Os ruídos:


Warren Weaver mencionou a existência de ruídos semânticos (mudanças sofridas no tempo e espaço) que causariam interferências nos sinais, podendo “distorcer” a informação, afetando o entendimento do destinatário. Esses ruídos não seriam intencionais por parte da fonte, mas obrigariam esta a reforçar sucessivamente a ajustar a mensagem original até a recuperação total da mensagem desejada ao destinatário.
O modelo proposto por Shannon e Weaver buscava a clareza da mensagem com o aperfeiçoamento tecnológico do canal, excluindo ao máximo possíveis ruídos que comprometesse a nitidez do canal.

Grande contribuição do modelo teórico de Shannon e Weaver:


O esforço de Shannon e Weaver para tecnologicamente aperfeiçoar o canal, no intuito de melhorar a qualidade da transmissão da informação, desperta a atenção para a existência de diferentes processos nas relações de comunicação. Principalmente aqueles em que há mediações – relações midiais. Percebemos a importância dos meios de comunicação (mídia) como intermediários entre a fonte e o destinatário; interferências (ruídos, falta de sinal, má dicção, erros gráficos) podem comprometer o conteúdo informacional.













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